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Queda de 31% nas exportações do Brasil para o Golfo é reflexo da guerra no Irã
23 de abril de 2026 / 14:12
Foto: Divulgação

As exportações brasileiras destinadas aos países do Golfo Pérsico sofreram uma redução significativa de 31% em março, evidenciando os efeitos do bloqueio no Estreito de Ormuz causado pelo conflito no Irã. Conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o total exportado para a região atingiu US$ 537,11 milhões, representando um recuo de 31,47% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As informações coletadas pela plataforma ComexStat, em colaboração com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, abrangem mercados importantes como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Omã, considerados essenciais para o agronegócio brasileiro.

O setor agropecuário, que responde por cerca de 75% das vendas brasileiras para estes países, registrou uma diminuição de 25,38% em março. Produtos como o açúcar enfrentaram uma queda marcante de 43,37%, enquanto o milho praticamente deixou de ser exportado para a região.

Mesmo com o desempenho negativo observado em março, o acumulado do primeiro trimestre aponta um crescimento de 6,8% nas exportações agropecuárias para o Golfo. Alguns produtos tiveram resultados positivos no mês, como o café, que aumentou suas vendas em 34,24%, e a carne bovina, com alta de 24,7%. Por outro lado, as carnes de aves e seus derivados, que representam o principal item da pauta, diminuíram 13,8%.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte mundial de petróleo, prejudicou o fluxo marítimo e afetou de forma direta o comércio internacional. Como efeito, as importações brasileiras de petróleo e seus derivados originados da região caíram 21% em volume na comparação com fevereiro, com uma redução de 6,14% em valores monetários.

Em contrapartida, as importações de fertilizantes cresceram expressivamente, apresentando aumento de 268% em março em relação ao mês anterior. Para superar os obstáculos logísticos, parte desses insumos foi transportada por via aérea, conforme informado pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

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