
A Bahia prepara uma grande celebração da arte, da memória e da experiência acumulada ao longo de décadas nos palcos. A partir do dia 4 de junho, o Forte do Barbalho, em Salvador, recebe o projeto “Viva o Teatro – Palco e Ofício”, iniciativa que marca o lançamento do Festival de Teatro 60+, dedicado à valorização de atores, atrizes e profissionais que ajudaram a construir a história das artes cênicas no estado.
Com entrada gratuita, o projeto reunirá espetáculos, oficinas, exposições e rodas de conversa, promovendo encontros entre diferentes gerações e fortalecendo o legado cultural do teatro baiano.
Mais do que uma programação artística, a proposta busca preservar histórias, compartilhar conhecimentos e destacar a importância dos profissionais que permanecem ativos e influentes mesmo após décadas de carreira.
Festival destaca a trajetória dos veteranos dos palcos
O Festival de Teatro 60+ surge com o objetivo de colocar em evidência artistas que continuam contribuindo para a cultura baiana e brasileira.
A iniciativa promove reflexões sobre longevidade artística, permanência no mercado cultural e transmissão de saberes para novas gerações de atores, produtores e profissionais das artes.
A abertura contará com o encontro “Café com História”, reunindo Rita Assemany e Osvaldo Mil para uma conversa sobre suas trajetórias e sobre a evolução do teatro na Bahia ao longo das últimas décadas.
Na sequência, o público poderá assistir ao espetáculo solo “Giramundo”, apresentado por Jackson Costa, em uma montagem que mistura música, poesia e referências das culturas afro-brasileiras para discutir identidade, resistência e pertencimento.
Programação reúne diferentes linguagens e gerações
Ao longo dos próximos meses, o festival apresentará uma série de espetáculos que representam diferentes momentos e estilos das artes cênicas baianas.
Entre as montagens confirmadas estão:
- Chiquita com Dendê
- Musicausos
- Batatinha
- Outrora
- Vou Te Contar!
- Os Sons que Vêm da Cozinha
A diversidade das produções reflete a riqueza do teatro produzido na Bahia e reforça a importância da preservação desse patrimônio cultural.
As apresentações também funcionam como um registro vivo da memória artística do estado, permitindo que o público conheça ou revisite obras e trajetórias que ajudaram a formar a identidade cultural baiana.
Formação cultural terá mais de 130 vagas gratuitas
Além dos espetáculos, o projeto investe fortemente na qualificação e formação de novos profissionais.
Serão disponibilizadas 130 vagas gratuitas para moradores de Salvador e de municípios do interior da Bahia.
As oficinas contemplam áreas como:
- Teatro
- Dança
- Canto coral
- Produção cultural
- Iluminação cênica
- Maquiagem artística
- Figurino
- Sonorização
- Cenografia
A proposta é ampliar o acesso à formação cultural e fortalecer a cadeia produtiva das artes cênicas no estado.
Exposição resgata a história do teatro baiano
Outro destaque da programação será a exposição “Trajes do Teatro Baiano”, com curadoria de Maurício Martins.
Prevista para ser inaugurada em agosto, a mostra apresentará figurinos utilizados em importantes montagens teatrais da Bahia, oferecendo ao público uma oportunidade de conhecer parte da história das artes cênicas por meio dos elementos visuais que marcaram diferentes épocas.
A exposição ajudará a preservar e valorizar o patrimônio material do teatro baiano, muitas vezes pouco conhecido pelas novas gerações.
Projeto também chegará ao interior da Bahia
Com programação prevista até novembro, o Viva o Teatro ultrapassa os limites da capital.
Através da Caravana Coletivo4, o projeto levará atividades artísticas e formativas para o município de Bonito, promovendo intercâmbio cultural entre Salvador e o interior do estado.
A iniciativa amplia o alcance das ações e reforça a importância da democratização do acesso à cultura, aproximando diferentes comunidades das experiências oferecidas pelo festival.
Ao valorizar artistas veteranos, investir na formação de novos talentos e preservar a memória das artes cênicas, o Festival de Teatro 60+ reafirma a força da produção cultural baiana e destaca o papel do teatro como patrimônio vivo da identidade nordestina.
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