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Centro Dragão do Mar celebra memória com edição especial Margem da Palavra
15 de abril de 2026 / 08:45
Foto: Divulgação

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura organiza, no dia 22 de abril, uma edição especial do programa Margem da Palavra, destacando o protagonismo das mulheres negras nas lutas antirracistas. A atividade será realizada às 19h no Minianfiteatro do Centro, com entrada franca.

Realizada em parceria com a Biblioteca Pública Estadual do Ceará, a iniciativa integra as comemorações dos 27 anos do Dragão do Mar. A edição especial intitulada “Não existe Chico sem Matilde” propõe uma reflexão histórica a partir da figura de Matilde Maria da Conceição, mãe de Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar e símbolo da luta abolicionista no Ceará.

O encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre memória, identidade e resistência, evidenciando o papel das “Matildes” – mulheres negras que, embora muitas vezes invisibilizadas, sustentaram importantes trajetórias e movimentos sociais ao longo da história.

Para enriquecer o diálogo, estarão presentes duas importantes vozes do pensamento contemporâneo brasileiro: a escritora Cidinha da Silva e a educadora Bárbara Carine. Cidinha, autora de mais de 20 obras, é renomada por trabalhos que abordam relações raciais e a experiência negra, como o premiado “Um Exu em Nova York”. Bárbara Carine, professora da Universidade Federal da Bahia, é autora do best-seller “Como ser um educador antirracista” e idealizadora da Escola Maria Felipa, a primeira escola afro-brasileira do Brasil.

Além do debate voltado para a reflexão crítica sobre literatura, educação e vivências sociais, o evento reforça o papel das instituições culturais e bibliotecas no acesso democrático à leitura e na valorização de narrativas historicamente marginalizadas. A programação ainda inclui apresentação da DJ Lolost, que mistura ritmos como forró de favela, funk e influências da aparelhagem paraense, dialogando com a cultura urbana e periférica de Fortaleza.

Matilde Maria da Conceição, símbolo desta edição, representa a memória coletiva das mulheres negras brasileiras e a mãe do Dragão do Mar. Sua trajetória, transmitida pela tradição oral especialmente entre as labirinteiras de Canoa Quebrada, é homenageada na programação que também destaca figuras como Dona Bia, mestra labirinteira de 87 anos, ressaltando o elo entre memória, cultura e resistência.

O evento “Não existe Chico sem Matilde” no Centro Dragão do Mar reforça a cultura como instrumento fundamental para a reconstrução histórica e valorização das vozes que contribuíram para a formação social do país.

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