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Crise do banco Master eleva oferta de escritórios em São Paulo com quase 30 mil m²
22 de abril de 2026 / 12:55
Foto: Divulgação

A liquidação das instituições financeiras envolvidas no caso do Banco Master começa a impactar o mercado imobiliário corporativo em São Paulo. Essa situação deve colocar no mercado uma quantidade significativa de escritórios de alto padrão, especialmente concentrados na região da Avenida Faria Lima, uma das áreas mais valorizadas da cidade.

Empresas como Reag, Will Bank e BlueBank, que juntas ocupavam aproximadamente 10 mil metros quadrados em imóveis alugados, estão entre as afetadas pela crise. A saída dessas organizações amplia a oferta de escritórios em bairros prestigiados da capital paulista, como Faria Lima, Itaim Bibi e Vila Olímpia.

Os preços de locação nessas regiões seguem elevados, com valores médios superiores a R$ 200 por metro quadrado. Segundo dados da consultoria Newmark, a média na Faria Lima é de R$ 302 por metro quadrado e R$ 275 no Itaim. Com base nesses números, os custos mensais dos espaços ocupados pelas três instituições ultrapassam R$ 2 milhões, totalizando mais de R$ 24 milhões anuais.

Mais especificamente, o Banco Master ocupava cerca de 18,5 mil metros quadrados na Vila Olímpia, sendo o edifício Auri Plaza o endereço principal, com 13,9 mil metros quadrados alugados por um valor mensal próximo a R$ 3,9 milhões. O contrato foi encerrado em abril deste ano, sem renovação.

Além de São Paulo, o banco possuía escritórios menores em outros estados, incluindo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. Somando essas áreas, a ocupação total chegava a aproximadamente 19,5 mil metros quadrados. Considerando também as demais instituições afetadas, a área total de escritórios desocupados aproxima-se de 30 mil metros quadrados.

Antes da saída do Banco Master, a Vila Olímpia apresentava cerca de 50 mil metros quadrados disponíveis, com taxa de vacância pouco superior a 15%, em queda no último trimestre de 2025. Com a devolução do espaço no Auri Plaza, a taxa pode subir para cerca de 20%.

Apesar do aumento da oferta, especialistas acreditam que a absorção dos imóveis ocorrerá sem grandes dificuldades, visto que o mercado atual está mais propício para a ocupação desses espaços, mesmo diante do aumento da disponibilidade.

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