João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
De Floriano a Lula: Quem são os indicados ao STF que o Senado já barrou
29 de abril de 2026 / 20:45
Foto: Reprodução

A rejeição de Jorge Messias pelo Senado Federal em 2026 chocou Brasília, mas não é um fato inédito — embora quase seja. Para encontrar a última vez que os senadores disseram “não” a um presidente da República sobre uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso voltar mais de 130 anos no tempo, ao governo do “Marechal de Ferro”, Floriano Peixoto.

O Recordista de Rejeições: Floriano Peixoto

O período recordista em nomes barrados foi o governo de Floriano Peixoto (1891-1894). Em meio a um clima de forte tensão política e revoltas, o Senado Federal rejeitou nada menos que cinco indicações do Marechal para a Suprema Corte:

  • Barão de Itapicuru (1894): Rejeitado por não ter o “notável saber jurídico” exigido.
  • Cândido Barata Ribeiro (1893): O caso mais famoso. Ele chegou a tomar posse e atuar por 10 meses, mas o Senado não confirmou sua indicação por ele ser médico, e não formado em Direito.
  • Antônio Seve Navarro (1894): Barrado por questões políticas.
  • Demétrio Nunes Ribeiro (1894): Recusou a indicação após saber da resistência dos senadores.
  • Ewerton Quadros (1894): General que também teve o nome vetado pelos parlamentares.

O Século do “Sim”

Após o turbulento governo de Floriano, o Senado Federal adotou uma postura de quase total subserviência ou harmonia com o Executivo. Durante todo o século XX e o início do XXI, o rito de sabatina tornou-se quase uma formalidade.

Presidentes como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e até os generais do período militar nunca tiveram um nome sequer rejeitado para o Supremo. O Senado passou a ser visto como um “carimbador” de luxo para as escolhas presidenciais.

Por que Jorge Messias entrou para a história?

A rejeição de Messias em 2026 quebra um tabu de mais de um século. Analistas apontam que, diferentemente do caso de Barata Ribeiro (que era médico), a negativa a Messias foi puramente política.

O evento sinaliza uma nova era na relação entre os Poderes, onde o Senado retoma o que chama de “prerrogativa de fiscalização”, mas que o Planalto lê como uma afronta à governabilidade. O fato é que, agora, Jorge Messias figura em uma lista curtíssima ao lado de generais e médicos do século XIX. ⚖️

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.