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Histórico: Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF em dura derrota para o Governo
29 de abril de 2026 / 19:56
Foto: Reprodução

Em uma votação que pegou o Palácio do Planalto de surpresa pela margem de votos, o Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União (AGU), para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado marca um dos episódios mais raros da política brasileira, já que o Senado não rejeitava um nome para a Suprema Corte desde o governo de Floriano Peixoto, no século XIX.

O Clima da Sabatina e a Votação

Após horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o clima parecia sob controle, a votação no plenário revelou uma articulação da oposição mais forte do que o esperado. Jorge Messias, que contava com o apoio direto do presidente Lula, não conseguiu atingir o quórum necessário de 41 votos favoráveis.

A rejeição é vista por analistas políticos como um recado direto do Legislativo ao Executivo, evidenciando uma crise de articulação na base governista e um aumento da temperatura política entre os poderes.

O que acontece agora?

Com a negativa do Senado, o nome de Jorge Messias é oficialmente descartado para a vaga atual. O processo volta à estaca zero:

  1. Nova Indicação: O presidente da República deverá indicar um novo nome para a vaga no STF.
  2. Nova Sabatina: O novo indicado passará por todo o processo novamente (CCJ e Plenário).
  3. Articulação: O governo precisará recalcular a rota para evitar uma segunda derrota consecutiva, o que seria catastrófico para a governabilidade.

Repercussão no Nordeste e no Brasil

Parlamentares nordestinos dividiram-se sobre o resultado. Enquanto a ala governista lamentou a perda de um perfil técnico e conciliador, a oposição celebrou o que chamou de “independência do Senado”. O nome de Jorge Messias era bem visto por diversos setores jurídicos da região, mas a resistência política acabou prevalecendo na votação secreta.

Agora, as bolsas e os mercados acompanham com atenção quem será o próximo escolhido. Nomes de outros tribunais superiores e juristas de carreira já começam a circular nos bastidores de Brasília.

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