
Os preços dos combustíveis nos Estados Unidos têm mostrado uma relativa estabilização nas últimas semanas, influenciados pelo cenário de cessar-fogo no Oriente Médio. Apesar disso, a gasolina permanece cotada acima de US$ 4 por galão, o que ainda pressiona consumidores e contribui para o aumento da inflação.
Segundo dados diários da American Automobile Association, a gasolina ultrapassou o patamar de US$ 4 em 31 de março, alcançando um pico de US$ 4,17 no dia 9 de abril. Recentemente, o preço médio registrado foi de US$ 4,020 por galão.
Antes do agravamento dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que começaram em 28 de fevereiro, o valor da gasolina se mantinha por longo tempo abaixo de US$ 3 por galão. A escalada das tensões no Oriente Médio provocou um aumento nos custos do petróleo internacional e, por consequência, dos combustíveis nos EUA.
A gasolina premium também refletiu esse aumento, sendo vendida atualmente a aproximadamente US$ 4,901 por galão, valor superior aos US$ 4,814 observados há um mês e significativamente maior quando comparado aos US$ 4,000 do mesmo período do ano passado.
Em relação ao diesel, o preço médio está em US$ 5,489 por galão. Apesar da queda em relação à semana anterior, que registrou US$ 5,635, o valor permanece acima do observado há um mês, que era de US$ 5,250.
O avanço nos preços dos combustíveis foi um dos principais responsáveis pela alta de 0,9% no índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos em março, a maior elevação mensal desde meados de 2022.
Especialistas indicam que a tendência de preços elevados na gasolina deve continuar no curto prazo. A expectativa é de que o preço dificilmente volte a ficar abaixo de US$ 3 por galão antes de 2027, salvo uma desaceleração econômica significativa.
Esses dados evidenciam como a tensão no Oriente Médio continua impactando os preços dos combustíveis nos EUA, mantendo a gasolina acima de US$ 4 e influenciando diretamente a economia americana.