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Julia Quinn comenta casal queer Franchaela e curiosidade de Lady Whistledown
14 de abril de 2026 / 09:20
Foto: Divulgação

Julia Quinn, autora da série de livros Bridgerton, é destaque na Bienal do Livro Bahia 2026, evento que acontece em Salvador entre os dias 15 e 21 de abril. A escritora norte-americana, que criou o universo de luxo e romance da alta sociedade londrina do início do século XIX, estará presente no evento no dia 18 de abril para interagir com seus fãs brasileiros. A série literária ganhou uma adaptação de sucesso na Netflix, produzida pela Shondaland, de Shonda Rhimes, e conta hoje com quatro temporadas disponíveis, sendo a quinta ainda em produção.

Em entrevista, Julia comemorou o sucesso da franquia e explicou seu olhar sobre as modificações feitas na adaptação para o streaming, entre elas a formação do casal queer “Franchaela” na trama. Essa mudança ocorreu pela substituição do personagem Michael, primo do falecido marido de Francesca Bridgerton, por Michaela, o que transforma o relacionamento em uma representação LGBTQIA+. Para a autora, essa alteração não prejudica o cerne da história, que aborda temas como o luto e a culpa vividos pelo casal. Julia destacou que o aspecto mais importante da narrativa é justamente a profundidade desses sentimentos e que a mudança para o casal queer mantém a essência da trama.

Além disso, a autora contou curiosidades sobre um dos elementos mais icônicos da série: a coluna de fofocas Lady Whistledown, que abala a alta sociedade londrina com seus comentários perspicazes. De forma interessante, a identidade dessa personagem foi um mistério até para a própria Julia Quinn durante a escrita dos livros. Ela explicou que a coluna surgiu para transmitir informações importantes sobre os personagens e suas famílias de maneira dinâmica e envolvente. Após revisar o primeiro livro, percebeu que Penelope Featherington era a personagem ideal para assumir esse papel, consolidando o mistério que faz parte da trama.

Durante sua passagem por Salvador, Julia pretende aproveitar para conhecer melhor a cidade, incluindo seus pontos turísticos e sabores, especialmente o acarajé, prato tradicional baiano. A autora, que já visitou a capital baiana em 2017, expressou entusiasmo ao falar sobre o acolhimento dos fãs brasileiros, que ela descreveu como uma experiência maravilhosa e cheia de carinho. A Bienal do Livro Bahia se apresenta como uma oportunidade importante para a interação direta entre a escritora e seu público no Brasil, fortalecendo ainda mais o vínculo entre a literatura de época e o público contemporâneo.

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