João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Nordeste pode liderar nova revolução energética com baterias gigantes
25 de maio de 2026 / 16:18

O Brasil está prestes a dar um passo considerado histórico para o setor elétrico nacional. O Governo Federal prepara o primeiro leilão de baterias para armazenamento de energia elétrica do país, medida vista como estratégica para reduzir desperdícios da geração solar e eólica, especialmente no Nordeste.

O anúncio foi feito pelo Alexandre Silveira durante o Fórum Esfera Nacional, realizado em São Paulo.

Nos próximos dias, o Ministério de Minas e Energia deverá publicar a portaria do chamado Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento (LRCAP 2026), que será conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na prática, o leilão contratará grandes sistemas de baterias capazes de armazenar energia produzida por parques solares e eólicos para uso posterior.

E o principal beneficiado será justamente o Nordeste.

Nordeste perde bilhões com desperdício de energia renovável

Hoje, o Nordeste concentra grande parte da geração de energia renovável do Brasil.

Estados como:

  • Bahia;
  • Ceará;
  • Rio Grande do Norte;
  • Piauí;
  • Pernambuco;

lideram a expansão de parques solares e eólicos.

O problema é que a rede elétrica nacional ainda não consegue absorver toda a energia produzida em determinados horários.

Quando isso acontece, ocorre o chamado “curtailment”:
as usinas precisam reduzir ou interromper geração mesmo com vento forte e sol abundante.

Em 2024:

  • o Nordeste concentrou 75% das interrupções nacionais;
  • foram mais de 330 mil horas de geração suspensa;
  • os prejuízos ultrapassaram R$ 1,6 bilhão.

As baterias entram justamente para resolver esse gargalo.

“O armazenamento funciona como uma espécie de reservatório de energia do futuro.”

A tecnologia permitirá guardar o excedente produzido durante horários de pico e liberar energia quando houver maior demanda ou limitação na transmissão.

Leilão pode atrair bilhões e criar nova cadeia econômica

O setor elétrico já trata o armazenamento energético como uma das próximas grandes fronteiras da transição energética brasileira.

Segundo estimativas do mercado:

  • existem cerca de 18 GW em projetos prontos;
  • a contratação inicial deve ser de 2 GW;
  • os investimentos podem ultrapassar R$ 10 bilhões inicialmente;
  • até 2030, o setor pode movimentar mais de R$ 22 bilhões.

Empresas globais como:

  • Tesla
  • WEG
  • CATL
  • Huawei

já acompanham o avanço do mercado brasileiro.

O modelo brasileiro também busca evitar forte dependência de subsídios públicos, apostando em equilíbrio econômico e fortalecimento da indústria nacional.

Nordeste pode virar potência do armazenamento energético

Especialistas apontam que o Nordeste possui características ideais para liderar essa nova etapa:

  • alta produção renovável;
  • crescimento da energia solar;
  • expansão da energia eólica;
  • grandes áreas disponíveis;
  • corredores energéticos já instalados.

Além disso, o armazenamento pode reduzir perdas, melhorar estabilidade elétrica e ampliar eficiência do Sistema Interligado Nacional.

O modelo do leilão prevê:

  • baterias com potência mínima de 30 MW;
  • fornecimento por pelo menos quatro horas diárias;
  • eficiência superior a 85%;
  • contratos de dez anos.

A expectativa é que os primeiros sistemas entrem em operação a partir de 2028.

Na prática, o Nordeste pode deixar de ser apenas grande produtor de energia limpa para se tornar também protagonista da nova economia do armazenamento energético global.

Para acompanhar mais notícias sobre energia, inovação e desenvolvimento regional, acesse a editoria de Economia do Nordeste Online.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.