
Após um hiato de 16 anos, o Ministério da Pesca e Aquicultura retoma a realização da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. Em sua 4ª edição, o evento coloca o Nordeste como o grande motor das discussões, com seis dos treze estados que já confirmaram datas para as etapas estaduais pertencentes à nossa região.
O encontro reunirá um público diversificado, desde pescadores artesanais e aquicultores até pesquisadores e representantes de toda a cadeia produtiva, com o objetivo de oxigenar as políticas públicas do setor.
Calendário de Debates no Nordeste
A mobilização em solo nordestino já tem datas definidas para as etapas estaduais, onde serão colhidas as propostas que seguirão para Brasília:
- Rio Grande do Norte: 3 de junho.
- Sergipe: 10 de junho.
- Bahia: 16 e 17 de junho.
- Ceará: 17 de junho.
- Alagoas: 20 de junho.
- Pernambuco: 2 de julho.
A culminância do processo ocorrerá na etapa nacional, em Brasília, entre os dias 11 e 13 de novembro, onde as diretrizes para o futuro do setor pesqueiro federal serão consolidadas.
A Força da “Economia Azul”
O Nordeste não é protagonista por acaso. A região concentra o maior volume da pesca artesanal do país, além de ser referência na criação de camarão e na piscicultura em reservatórios. A chamada Economia Azul — que integra pesca, turismo costeiro e preservação ambiental — é vital para a subsistência de comunidades tradicionais e para o abastecimento de mercados regionais.
Entre os temas centrais que serão debatidos nas conferências, destacam-se:
- Sustentabilidade: Impactos das mudanças climáticas e preservação dos ecossistemas marinhos.
- Infraestrutura: Acesso a crédito e melhoria das condições de trabalho para o pescador.
- Geração de Renda: Fortalecimento da aquicultura e segurança econômica das comunidades costeiras.
Em suma, a conferência ratifica o papel estratégico do litoral nordestino na balança comercial e na cultura brasileira. Para acompanhar o balanço das propostas estaduais e as cotações do pescado, acesse nossa editoria Preço de Feira