
A capital da Paraíba consolidou-se como a grande referência em qualidade de vida e eficiência em políticas públicas na Região Nordeste. João Pessoa alcançou a marca de 67,73 pontos no prestigiado Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, conquistando o primeiro lugar isolado entre as capitais nordestinas e uma expressiva 9ª colocação no ranking nacional, que avalia as 27 capitais do país. Em contrapartida, grandes potências e centros econômicos tradicionais da região amargaram posições periféricas: Recife (PE) obteve 63,22 pontos e Salvador (BA) registrou 62,18, ocupando respectivamente o 23º e o 24º lugar na lista nacional, enquanto Maceió (AL) ficou na 25ª posição com 61,96 pontos.
O IPS Brasil é fruto de um trabalho colaborativo entre instituições de peso, como o Imazon e a Fundação Avina. O relatório realiza um raio-x profundo dos municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, estruturados em três dimensões fundamentais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. O excelente desempenho pessoense reflete um modelo de crescimento que consegue alinhar expansão urbana com desenvolvimento social e preservação ambiental.
Vantagem em segurança pessoal, saneamento básico e moradia
O grande diferencial de João Pessoa no levantamento reside na sua performance equilibrada e robusta em áreas críticas onde as demais metrópoles regionais enfrentam graves gargalos estruturais. No componente de Necessidades Humanas Básicas, a capital paraibana atingiu 77,17 pontos, superando com folga a média nacional (73,54), Recife (67,33) e Salvador (69,62).
Os dados detalhados apontam uma liderança isolada em indicadores essenciais do dia a dia da população:
- Segurança Pessoal: Enquanto João Pessoa marcou 53,66 pontos, Recife e Salvador despencaram para 34,91 e 37,39 pontos, respectivamente, ambas situadas muito abaixo da média nacional de 63,77;
- Água e Saneamento: A estrutura de saneamento e segurança hídrica rendeu a João Pessoa 89,39 pontos, frente aos 75,73 de Recife e aos alarmantes 65,05 registrados em Maceió;
- Moradia Dignas: No quesito habitação, a cidade paraibana anotou 95,46 pontos, deixando para trás os índices de Recife (87,50) e de Salvador (85,13).
Para o prefeito Leo Bezerra, o topo do ranking coroa uma estratégia de gestão pública focada em investimentos estruturais que colocam as pessoas e a inclusão social em primeiro plano, traduzindo o equilíbrio das contas públicas em melhorias diretas na saúde, educação e proteção ao meio ambiente.
O panorama das capitais e a força de Campina Grande no interior
Ao analisar o mapa completo do Nordeste, o IPS 2026 desenha realidades distintas para as principais cidades da região. Natal (RN) garantiu a segunda posição no Nordeste (13ª nacional) com 66,82 pontos, puxada pelo excelente rendimento em Direitos Individuais e Acesso à Educação Superior. Já Fortaleza (CE) encerrou o ciclo na 18ª posição nacional com 65,15 pontos; apesar de pontuar bem em saúde e bem-estar, a capital cearense sofreu uma forte retração na dimensão de Oportunidades devido ao indicador de Inclusão Social, que registrou apenas 33,71 pontos — a pior marca entre as capitais nordestinas. Aracaju (SE), Teresina (PI) e São Luís (MA) mantiveram desempenhos estáveis, todas quebrando a barreira dos 65 pontos.
No interior do estado, a força econômica e social da Paraíba também se manifestou de forma contundente. Campina Grande lidera o ranking regional entre os municípios de grande porte com mais de 100 mil habitantes, alcançando impressionantes 68,76 pontos e superando a nota de mais da metade das capitais brasileiras. No cenário geral de municípios menores, o arquipélago de Fernando de Noronha (PE) destacou-se com 71,75 pontos, impulsionado por um PIB per capita elevado de R$ 91.267. O topo do ranking nacional geral permaneceu com a cidade de Gavião Peixoto (SP), que lidera pelo terceiro ano consecutivo com 73,10 pontos.
Paraíba lidera estados do Norte e Nordeste pelo segundo ano
Os avanços municipais impulsionaram a Paraíba ao posto de estado líder em progresso social e qualidade de vida em todas as regiões Norte e Nordeste pelo segundo ano consecutivo. O estado cravou 62,39 pontos e a 11ª colocação nacional, posicionando-se acima da média geral da federação. Em termos comparativos de federação, Pernambuco e Bahia aparecem distantes, ocupando o 16º e o 22º lugares, respectivamente, enquanto o Maranhão figura na 26ª posição.
De acordo com o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão da Paraíba, Gilmar Martins, a manutenção do estado no topo da agenda social do Norte e Nordeste deve-se diretamente a uma cultura de governança baseada em dados concretos, responsabilidade fiscal contundente e investimentos pesados em segurança hídrica, moradia popular e inteligência em segurança pública, garantindo que o crescimento econômico se converta em avanço real na vida do cidadão, tornando a qualidade de vida uma realidade.
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