João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Senado aprova proposta que define limites para uso de dinheiro em espécie
4 de março de 2026 / 18:16
Foto: Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 3.951/2019, que estabelece limites e regras para o uso de dinheiro em espécie em todo o Brasil. A aprovação ocorreu em turno suplementar e representa um avanço importante na regulação dessas transações financeiras.

O texto altera a Lei de Lavagem de Dinheiro e atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN), após consulta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a responsabilidade por definir os valores máximos e as condições para pagamentos e operações em espécie, abrangendo cheques e boletos bancários. Após a aprovação na CCJ, a proposta segue diretamente para análise na Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para avaliação no plenário do Senado.

O projeto é um substitutivo elaborado pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) ao texto original do senador Flávio Arns (PSB-PR). A versão anterior previa limites fixos, como a proibição de transações comerciais em dinheiro vivo acima de R$ 10 mil e pagamentos em espécie superiores a R$ 5 mil nos boletos. O relator defendeu que a definição dos valores deve estar a cargo de um órgão técnico com critérios flexíveis e atualizados, razão pela qual transferiu essa competência ao CMN.

Além disso, a proposta mantém emenda aprovada anteriormente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que proíbe o uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias, independentemente do montante envolvido. Durante o processo, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou uma emenda que foi acolhida pelo relator, prevendo a apreensão dos recursos e, em caso de descumprimento das regras, o confisco dos valores, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Segundo Oriovisto Guimarães, o projeto foi inspirado no estudo “Novas Medidas Contra a Corrupção”, elaborado pela FGV e pela Transparência Internacional, com o objetivo de reforçar os mecanismos de combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à corrupção.

Durante a discussão, o senador Sergio Moro (União-PR) declarou seu apoio à proposta, destacando que reduzir o uso de grandes quantias em dinheiro vivo contribui para diminuir as oportunidades de lavagem de dinheiro. A sessão foi presidida pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Esta iniciativa marca um avanço na regulação do uso de dinheiro em espécie no Brasil, buscando maior transparência e segurança nas transações financeiras.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.