
Os bastidores políticos e a estrutura administrativa da capital paraibana devem passar por movimentações estratégicas nos próximos meses. Em entrevista concedida a uma emissora de rádio local nesta quinta-feira, o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, avaliou a relação com o atual primeiro escalão do município e admitiu abertamente a possibilidade de promover uma reforma em sua equipe de auxiliares diretos na prefeitura.
Leo destacou o longo histórico de convivência e trabalho integrado com o atual corpo administrativo, ressaltando que acompanha de perto as ações da gestão há seis anos. Ele fez questão de quebrar o discurso de que haveria qualquer tipo de divisão política interna ou segmentação entre “secretários de Cícero Lucena” e “secretários de Leo”, blindando a unidade do projeto de governo.
“Eu passei seis anos com essa equipe. Seis anos tratando com esse secretariado, discutindo, acompanhando tudo. Quando chovia e eu estava à frente como prefeito, eu ia pra rua junto com esses secretários”, declarou o gestor, reforçando que os auxiliares técnicos pertencem à cidade de João Pessoa e ao projeto de desenvolvimento em curso, e não a um CPF específico.
Recado direto e alinhamento administrativo na capital
Apesar de tecer elogios ao espírito de parceria e revelar que recebeu manifestações de apoio de “praticamente 100%” dos atuais auxiliares da máquina pública municipal, Leo Bezerra aproveitou o espaço para mandar um recado político claro e direto aos integrantes do governo que não pretendem manter o prumo de total alinhamento com a sua condução administrativa no comando do Palácio do Bispo.
O prefeito foi enfático ao estabelecer o critério de permanência nos cargos de confiança: “Aqueles que estão para me ajudar vão ser sempre bem-vindos. Aqueles que não quiserem, numa mudança de nome como prefeito, podem sair”, afirmou de forma contundente, deixando evidente que a lealdade institucional e o ritmo de entregas ditarão a estabilidade dos espaços.
Ajustes naturais na equipe nos próximos meses
Para o prefeito, as alterações na composição das secretarias e órgãos da administração direta e indireta devem ser encaradas com naturalidade pelo mercado político e pela população, funcionando como um processo de oxigenação e ajustes finos necessários para acelerar o cronograma de obras e serviços na cidade.
“Vamos fazer mudanças? Vamos. É natural que mudanças sejam feitas. A gente pode mexer o tabuleiro aqui”, adiantou Leo Bezerra. A expectativa agora gira em torno de quais pastas serão alvo desse remanejamento técnico e político, em um momento em que a prefeitura busca consolidar metas fiscais, otimizar investimentos em infraestrutura e manter o ritmo acelerado de crescimento urbano na capital paraibana.
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